A Tencent celebrou um contrato avaliado em cerca de US$ 7 bilhões para ter acesso a aproximadamente 100 mil processadores de inteligência artificial instalados em data centers da Oracle no Sudeste Asiático, segundo informações divulgadas pelo Financial Times em 1º de outubro. O acordo tem vigência de cinco anos e prevê um pagamento antecipado de cerca de 30% do valor total, conforme relatos reproduzidos pela agência Anadolu. As empresas ainda não emitiram um comunicado conjunto sobre o negócio.
Chips ficam fora da China
O foco do contrato é a locação de capacidade computacional no exterior, e não a transferência física dos chips para a China. Os equipamentos permanecem em instalações da Oracle na região, o que permite à gigante chinesa utilizar componentes que, de acordo com a reportagem, não estão disponíveis no seu mercado interno. A prática é autorizada pelas regras americanas, que diferenciam a exportação de hardware da prestação de serviços em nuvem.
A disputa pelo acesso à infraestrutura
Os Estados Unidos impuseram restrições à exportação de chips avançados e equipamentos de fabricação para limitar o acesso da China a tecnologias estratégicas, citando preocupações de segurança nacional. O caso da Tencent ilustra que proibir o envio de componentes é uma medida distinta de limitar o acesso aos serviços que eles executam.
Para que a Tencent quer essa capacidade?
A capacidade contratada será inicialmente aplicada ao treinamento de modelos maiores da família Hunyuan e, posteriormente, à execução desses sistemas. Em uma fase futura, a Tencent Cloud poderá oferecer o serviço a outros clientes. A Oracle também está envolvida em outras iniciativas de infraestrutura de IA, tendo sido citada pela Arm em junho como cliente de seus processadores para data centers.
Perguntas frequentes
Os chips serão enviados para a China? O acordo prevê apenas o acesso remoto aos equipamentos em data centers da Oracle no Sudeste Asiático, sem sua importação para o território chinês.
Qual é o valor do contrato? Aproximadamente US$ 7 bilhões por um período de cinco anos, segundo o Financial Times.







