A Microsoft apresentou uma nova fase do Windows focada na inteligência artificial híbrida, combinando processamento local e na nuvem. O pacote traz controles para agentes, integração de modelos instalados no computador com o GitHub Copilot e novas funcionalidades do Copilot em máquinas compatíveis. As novidades têm cronogramas de lançamento distintos.
Controle de agentes com MXC
Uma das novidades é o lançamento geral do Microsoft Execution Containers (MXC), uma camada de execução que impõe limites aos recursos acessados por agentes e por código gerado por IA. Desenvolvedores e administradores definem quais arquivos e destinos de rede podem ser utilizados, e o ambiente de execução aplica essas regras sem interferência do próprio agente.
Um agente não pode ser sua própria autoridade de segurança, disse Logan Iyer, vice-presidente corporativo de plataforma e desenvolvimento do Windows.
Como exemplo, um agente responsável por atualizar um site pode precisar alterar o código e consultar a configuração do servidor, mas não deve ter permissão para modificar essa configuração.
O MXC oferece diferentes níveis de isolamento. No Windows, uma opção executa o agente em uma sessão separada, com área de trabalho própria e limites de interação com a sessão do usuário. O sistema também possui modos de operação distintos: no modo de imposição, acessos não autorizados são bloqueados; no modo permissivo, são registrados, mas podem continuar.
Modelos locais integrados ao GitHub Copilot
No GitHub Copilot, os programadores poderão permitir que o sistema escolha entre modelos locais e na nuvem ou selecionar diretamente um modelo instalado no computador. A escolha automática considera o contexto da tarefa e o trabalho já realizado, buscando equilibrar capacidade, custo e tempo de resposta.
A empresa destaca que a execução de um modelo localmente não torna toda a sessão offline. A escolha do modelo, o processamento da resposta e o uso de ferramentas têm limites diferentes. Além disso, comandos de um agente podem herdar as permissões da conta que os executa, enquanto o isolamento adiciona regras sobre o que esses processos podem fazer.
A integração híbrida com o GitHub Copilot, sua interface de linha de comando e o Visual Studio Code deve chegar em versão experimental ainda em outubro.
Novas funcionalidades do Copilot no Windows
Em computadores compatíveis com Copilot+, a Microsoft espera que o assistente utilize, com permissão, arquivos e atividades recentes como contexto. Entre as ações previstas estão organizar arquivos, analisar diagnósticos e ajudar a resolver problemas no dispositivo.
A integração também se estende ao Autopilot, agente persistente do Copilot. A distribuição desses recursos híbridos deve começar nos próximos meses.
Novos computadores apoiam a estratégia
A Microsoft iniciou a pré-venda do Surface Laptop Ultra e do Surface RTX Spark Dev Box, ambos voltados para desenvolvimento e cargas de trabalho de IA local.
O notebook oferece até 128 GB de memória unificada e, segundo a empresa, pode executar localmente modelos com mais de 120 bilhões de parâmetros.
O Surface Laptop Ultra estará disponível a partir de 16 de outubro. O envio do Surface RTX Spark Dev Box para clientes nos Estados Unidos está previsto para novembro.
Perguntas frequentes
O que é inteligência híbrida? É a combinação de modelos executados no computador e na nuvem, com distribuição do trabalho conforme a necessidade de cada tarefa.
O que o MXC controla? Ele aplica regras de acesso a recursos como arquivos, conexões de rede e interface do computador, conforme as políticas configuradas.
IA local funciona inteiramente sem internet? Não necessariamente. Um modelo pode rodar no computador enquanto outras etapas usam serviços conectados à internet.
Todas as novidades já estão disponíveis? Não. O MXC já está em disponibilidade geral, a integração híbrida do GitHub Copilot terá uma versão experimental em outubro e os novos recursos do Copilot chegarão nos próximos meses.







