Meta lança plataforma corporativa de IA e entra na disputa com OpenAI, Anthropic e Google

A Meta revelou na segunda-feira, 28 de setembro de 2026, a Meta Enterprise Platform, um conjunto de ferramentas de inteligência artificial destinado a empresas e desenvolvedores. O CEO Mark Zuckerberg descreveu a iniciativa como “o próximo grande pilar” do negócio, que reúne modelos de IA, agentes automatizados, APIs e kits de programação.

A nova plataforma inclui o agente Muse, o Meta Business Agent, a Muse API e o Muse Code. Segundo a empresa, a oferta proporciona uma “pilha tecnológica completa”, aproveitando a infraestrutura de larga escala e a experiência da Meta com bilhões de usuários.

Acreditamos que a superinteligência criará novas oportunidades significativas para todas as pessoas e empresas. A Meta já atende bilhões de pessoas em grande escala e ajuda centenas de milhões de empresas a alcançar clientes. Hoje, iniciamos o próximo grande pilar do nosso negócio, Meta…

— Mark Zuckerberg (@finkd) 28 de setembro de 2026

Os produtos já disponíveis

O Muse, um assistente pessoal capaz de responder e-mails, organizar viagens e realizar compras, foi lançado em 8 de setembro de 2026 e rapidamente chegou ao topo da App Store, onde acumula mais de 2,5 milhões de downloads, segundo a Sensor Tower. O agente é baseado no modelo Muse Spark, desenvolvido pelos laboratórios de superinteligência da Meta e lançado em abril.

O Meta Business Agent, apresentado em 3 de junho em Londres, opera no WhatsApp, Messenger e Instagram. Ele interage com clientes no tom da empresa, qualifica contatos e encaminha casos complexos para atendentes humanos. Mais de um milhão de empresas já utilizavam versões anteriores desses agentes, de acordo com a Reuters.

A Muse API, inicialmente restrita a parceiros, foi aberta ao público em julho junto com o Muse Spark 1.1. O chefe de IA da Meta, Alexandr Wang, afirmou que o preço é “muito agressivo e atraente” em comparação com os concorrentes, e que cada nova conta começa com US$ 20 em créditos.

Por que a Meta está entrando no mercado corporativo agora

A pressão de Wall Street para demonstrar retorno sobre investimentos em IA e a ausência de um negócio de nuvem próprio impulsionaram a decisão. Durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre, Zuckerberg citou a oportunidade de vender APIs, agentes de negócios e, potencialmente, capacidade de computação direta para empresas.

Os concorrentes já estão consolidados nesse segmento. A OpenAI informou que 40% de seu negócio vem de clientes corporativos, enquanto a Anthropic afirmou que cerca de 80% de sua receita é originada por empresas.

Desafios e riscos da nova estratégia

A Meta leva consigo uma base de tráfego enorme, mas também enfrenta questões de confiança. Zuckerberg indicou que o Muse será gratuito para um grande volume de uso, com a expectativa de lucrar posteriormente por meio de uma pequena taxa sobre transações, cobrada de comerciantes, e não de compradores.

Grandes varejistas como Walmart, Sephora, Best Buy, Expedia e Shopify já integram o agente, enquanto a Amazon bloqueou seu acesso à loja da empresa, segundo a CNN. Após o anúncio do Muse, as ações de Airbnb, Expedia e Tripadvisor caíram cerca de 5% em uma semana.

Para as empresas, a escolha envolve aliar-se à Meta e ganhar acesso a bilhões de clientes, mas também arriscar depender excessivamente das plataformas da gigante, ou ficar de fora desse ecossistema.

As ações da Meta subiram mais de 25% desde o lançamento do Muse em setembro, refletindo o otimismo do mercado com a nova plataforma.

Perguntas frequentes

O que é a Meta Enterprise Platform? É uma plataforma que reúne modelos de IA, agentes, infraestrutura e ferramentas de desenvolvimento para empresas e programadores, incluindo Muse, Meta Business Agent, Muse API e Muse Code.

Quais são os principais concorrentes? OpenAI, Anthropic e Google, que já oferecem soluções corporativas de IA e disputam o mesmo mercado.

Quanto custa a plataforma? A Meta ainda não divulgou preços, data de lançamento geral ou lista de clientes.

Qual é o risco para as empresas? Ao adotar as ferramentas da Meta, as companhias podem aumentar sua dependência das plataformas da empresa e perder relevância em seus próprios canais.