Inteligência artificial impulsiona vendas e eficiência em grandes bancos, mostra estudo da Fortune
Dados divulgados pela Fortune revelam que a adoção de inteligência artificial já gera resultados comerciais expressivos em grandes instituições financeiras. No Wells Fargo, bancários licenciados que atendem em agências e contam com o apoio da tecnologia registraram aumento de 31% nas vendas de produtos, como novas contas de depósito e cartões de crédito.
A informação foi compartilhada por Saul Van Beurden, chefe de IA do banco, e faz parte da série AIQ 75 da Fortune, que avalia como as empresas integram a tecnologia ao seu dia a dia.
Como os bancos estão usando a IA
O Wells Fargo disponibilizou o Microsoft 365 Copilot para 148 mil funcionários. Bancários de varejo e assessores de investimento recorrem ao sistema para se prepararem para conversas com clientes. Segundo Van Beurden, as indicações de clientes para assessores apoiados por IA dobraram.
Os projetos são aprovados com base no retorno sobre o investimento. Cada aplicação deve gerar receita, aumentar a produtividade, reduzir custos ou diminuir riscos, e cada área conta com um líder responsável por todo o ciclo, desde a concepção até a implantação em larga escala.
O que é um copiloto de IA
Um copiloto de IA é um assistente integrado a ferramentas de trabalho como e-mail, planilhas e apresentações. Ele resume documentos, sugere textos e organiza informações, enquanto o profissional revisa e toma a decisão final. Na prática, um gerente de agência pode solicitar um resumo do histórico de um cliente antes de uma reunião e chegar com uma oferta mais adequada ao perfil dele.
Outros bancos também medem resultados
No Bank of America, o agente EricaAssist foi liberado para mais de 18 mil atendentes e reduziu em quase um minuto o tempo médio de cada ligação.
No Capital One, atendentes editam apenas um quinto do texto produzido pela IA em resumos de casos, segundo o executivo Prem Natarajan. No BNY, 70% dos funcionários usam IA regularmente, e o banco oferece treinamento em três níveis para seus 47 mil colaboradores.
O movimento é global. De acordo com a consultoria BCG, instituições financeiras devem investir 2% da receita em IA neste ano, patamar igual ao do setor de tecnologia.
Impacto sobre os profissionais
O resultado de 31% foi divulgado pelo próprio banco e se refere a bancários licenciados em agências, não a todos os funcionários. Ainda assim, ilustra o tipo de tarefa em que a IA tem sido aplicada: preparação de reuniões, resumo de documentos, redação de propostas e atendimento ao cliente.
Profissionais de outras áreas podem seguir lógica semelhante, com uso diário em atividades repetitivas e revisão humana do resultado. Os próprios bancos citam salvaguardas: o Citi, por exemplo, estimula a experimentação com limites definidos para evitar erros.
Próximos passos na evolução da IA bancária
O Bank of America planeja evoluir de assistentes que colaboram com o funcionário para sistemas agênticos, capazes de agir de forma autônoma, mas adota uma postura cautelosa nessa etapa. O Morgan Stanley trabalha com sistemas orquestrados, nos quais vários agentes atuam em conjunto nos fluxos de trabalho.
Segundo a Fortune, a fase seguinte prevê ferramentas que executam etapas inteiras de um processo, enquanto os bancos acompanham resultados e riscos.







