Fundada pelos sócios Rafael Freitas e Lucas Vieira, a Feed Medic oferece uma solução baseada em inteligência artificial que permite a profissionais de saúde gerar posts, legendas, stories e reels para o Instagram, respeitando as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM). A ideia surgiu da constatação de que médicos precisam de presença digital, mas enfrentam falta de tempo e receio de comprometer sua credibilidade científica.
Os empreendedores por trás da solução
Rafael Freitas é economista, empreendedor e executivo especializado em produto e inovação. Fundador da Numenu, startup que passou por um processo de exit, ele construiu carreira em empresas como Usiminas, Cogna e Pearson, e atuou como vice-presidente de Produto e Growth do Grupo Ana Couto, onde trabalhou com tecnologia, inteligência artificial e criação de novos negócios. Ele também realizou um curso focado em IA na UCLA, nos Estados Unidos.
Lucas Vieira é designer de produto e empreendedor, com mais de 15 anos de experiência em desenvolvimento de produtos e estratégias de crescimento. Ao longo da carreira, liderou iniciativas no setor educacional e projetos para marcas como BlackBerry, Mantecorp e Samsung.
Como a plataforma funciona
A Feed Medic funciona como um “segundo cérebro” do médico. Após conectar o Instagram, a ferramenta analisa publicações anteriores, cores e tipografia para aprender o tom de voz, o estilo e os temas preferidos do profissional. Com base nesses dados, ela produz conteúdo para a rede social, seguindo as regras estabelecidas pelo CFM para evitar sensacionalismo e promessas de resultado.
Cadastro e personalização
Durante o cadastro, o médico define:
- Tom de voz;
- Relação com o público;
- Nível de linguagem;
- Vetos.
A região e a faixa etária do público-alvo também orientam a geração dos textos.
Fontes das informações
O conteúdo é baseado em bases públicas, como o PubMed, da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, que reúne mais de 40 milhões de citações de literatura biomédica. Também são utilizadas a Biblioteca Virtual em Saúde e o Datasus, que fornecem dados regionais. O médico pode adicionar links próprios, criando um “tripé” formado por dados públicos, sua personalidade e o que já costuma publicar.
Supervisão e limites da automação
A plataforma entrega um rascunho que o médico pode editar livremente, alterando texto, foto e cor. “O médico tem 100% de supervisão”, afirma Rafael. Quem preferir não automatizar pode manter o Instagram desconectado, baixar as artes e publicar por conta própria.
Modelo de negócios
A cobrança é mensal, com três planos (básico, intermediário e pró), possibilidade de cancelamento a qualquer momento e primeiros posts gratuitos. Rafael e Lucas definem o modelo como “service as a software”: em vez de vender um software, entrega-se um serviço por meio da plataforma.
Alcance atual e próximos passos
Atualmente, a Feed Medic atende exclusivamente o Instagram. A base de usuários é formada principalmente por dermatologistas, mas também inclui cirurgiões, ortopedistas, anestesistas, psiquiatras e clínicos gerais. Os sócios relatam que o engajamento está acima da média anterior dos médicos, e a plataforma fornece relatórios de curtidas, comentários e visualizações. Novos recursos estão previstos para o futuro.
Com pouco mais de um mês de operação, a startup já reúne quase 300 médicos, a maioria mulheres, refletindo a demanda por soluções que conciliem presença digital e segurança profissional.







