EUA criam força-tarefa de superinteligência e nomeiam Jay Clayton para liderá-la

Donald Trump anunciou no domingo, 4, que Jay Clayton, atual diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, assumirá a recém-criada Força de Superinteligência, grupo de trabalho da Casa Branca dedicado à inteligência artificial. A iniciativa terá 120 dias para analisar riscos e oportunidades da tecnologia e sugerir qual deve ser o papel do governo federal nessa área.

Clayton acumulará as duas funções. Segundo Trump, o objetivo é manter os Estados Unidos na vanguarda global da superinteligência, um campo que, nas palavras do presidente, muitos comparam em impacto à Revolução Industrial e à internet.

O que é a Força de Superinteligência?

A força-tarefa terá 120 dias para estudar os riscos e as oportunidades da IA e recomendar ações para o governo federal, segundo a CNBC. Além disso, coordenará o diálogo do governo com consumidores, organizações da sociedade civil, grupos religiosos, operadores de infraestrutura crítica e empresas do setor.

Além de Clayton, o grupo é composto por Andrew Ferguson, presidente da Comissão Federal de Comércio (FTC); Emil Michael, diretor de tecnologia do Pentágono; e Scott Kupor, diretor do Escritório de Gestão de Pessoal.

Em 29 de setembro, Trump assinou uma ordem executiva que obriga agências federais a substituir o termo \”inteligência artificial\” por \”superinteligência\” em documentos oficiais. No mesmo dia, executivos das principais empresas de IA assinaram compromissos voluntários de segurança na Casa Branca.

Quem é Jay Clayton?

Nascido em 1966 em Newport News, Virgínia, Clayton construiu carreira como advogado de Wall Street. Trump o nomeou em 2017 para presidir a SEC, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, cargo que ocupou até dezembro de 2020.

Em 2025, ele voltou ao governo como procurador federal do Distrito Sul de Nova York. Em junho de 2026, Trump o indicou para substituir Tulsi Gabbard na direção da Inteligência Nacional, cargo que coordena a CIA e outras agências de inteligência. O Senado aprovou a indicação por 51 votos a 47 em 28 de julho, e Clayton tomou posse em agosto.

Por que a escolha divide opiniões?

A experiência de Clayton com tecnologia está ligada às criptomoedas. Em 2017, ele criou a unidade cibernética da SEC e iniciou uma série de ações contra ofertas iniciais de moedas digitais. Durante sua gestão, o órgão abriu 57 processos contra empresas de ativos digitais, incluindo a ação contra a Ripple, que foi posteriormente retirada pela SEC no segundo mandato de Trump, segundo a CoinDesk.

Essa abordagem regulatória, associada posteriormente a Gary Gensler, indicado pelo democrata Joe Biden, foi criticada pela indústria de criptomoedas. Para o setor, a nomeação coloca a política de IA nas mãos de alguém com histórico de fiscalização rigorosa sobre novas tecnologias.

Clayton é o segundo nome escolhido por Trump para liderar as decisões governamentais sobre IA. Antes dele, o investidor David Sacks acumulava a supervisão de IA e criptomoedas, mas deixou o cargo de criptomoedas em março.

As recomendações da Força de Superinteligência, com prazo de 120 dias, devem ser apresentadas no início de fevereiro de 2027.

Perguntas frequentes

Quem é Jay Clayton?

Jay Clayton é o diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos desde agosto de 2026. Advogado, presidiu a SEC entre 2017 e 2020 e foi procurador federal do Distrito Sul de Nova York entre 2025 e 2026.

O que é a Força de Superinteligência?

É uma força-tarefa da Casa Branca criada para coordenar a política do governo americano para a inteligência artificial, com 120 dias para avaliar riscos e oportunidades e recomendar o papel do governo federal.

Quem faz parte da força-tarefa?

Além de Clayton, o grupo inclui Andrew Ferguson, presidente da FTC; Emil Michael, diretor de tecnologia do Pentágono; e Scott Kupor, diretor do Escritório de Gestão de Pessoal.

Por que Trump fala em \”superinteligência\”?

Em 29 de setembro, Trump assinou uma ordem executiva que obriga agências federais a substituir o termo \”inteligência artificial\” por \”superinteligência\” em documentos oficiais.

Por que a escolha de Clayton é polêmica?

Na presidência da SEC, Clayton iniciou uma fiscalização rigorosa do setor de criptomoedas, com 57 processos contra empresas de ativos digitais. Parte da indústria de tecnologia vê seu histórico como um sinal de possível regulação mais rígida.