Debate sobre regulamentação e novo nome para a inteligência artificial ganha força nos EUA

Trump propõe substituição do termo IA e abre enquete pública

No domingo, 20, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender uma mudança no nome da inteligência artificial (IA). Em sua rede social Truth Social, ele anunciou que retiraria a opção ‘inteligência suprema’ de uma votação criada por ele e deixaria os seguidores escolherem entre duas alternativas: ‘inteligência superior’ ou ‘inteligência extrema’.

No dia anterior, Trump lançou uma enquete com três opções para substituir o termo. Ele justificou a iniciativa dizendo que muitas pessoas consideram o termo Inteligência Artificial impreciso e pouco elegante.

Risco de paralisação legislativa aumenta pressão por regras para a IA

A inteligência artificial tornou-se um dos principais temas de debate nos Estados Unidos após alertas de executivos do setor que compararam os riscos da tecnologia a pandemias ou a uma guerra nuclear.

Na semana passada, mais de cem parlamentares democratas da Câmara dos Representantes pediram ao presidente da Casa, o republicano Mike Johnson, o cancelamento do recesso para permitir uma sessão de votação sobre uma legislação especial e bipartidária para a IA.

O recesso foi mantido, e a Câmara só deve retomar as atividades em 9 de novembro, após as eleições de meio de mandato.

Barack Obama defende regulamentação governamental da IA

Durante um evento na Universidade Colgate, em Nova York, na sexta-feira (18), o ex-presidente Barack Obama, que raramente opina sobre assuntos políticos, defendeu que o governo participe da regulamentação da inteligência artificial.

Ouvi um dos principais assessores de Donald Trump argumentar que ‘o mercado cuidará da IA’. Não é assim que tratamos as companhias aéreas, as farmacêuticas ou as empresas de alimentos, afirmou Obama.

Ele argumentou que é necessário criar regras para o setor e que ainda há ‘pelo menos alguns anos’ para agir, enquanto a evolução da inteligência artificial ocorre rapidamente. Segundo Obama, o governo atual não é capaz ou não está disposto a elaborar um marco regulatório.