Como o agente de IA Muse, da Meta, pode transformar o dia a dia profissional

A inteligência artificial começa a ocupar espaço em atividades que antes exigiam uma sequência de ações manuais. Um exemplo recente é o Muse, agente de IA da Meta lançado em setembro de 2026.

Diferentemente de um chatbot tradicional, o Muse foi desenvolvido para executar tarefas. O agente consegue navegar pela internet, preencher formulários, trabalhar com arquivos, criar documentos e interagir com aplicativos conectados, segundo a Meta.

Para profissionais, isso abre possibilidades que vão além de pedir à IA um texto ou uma resposta. Veja seis maneiras de utilizar o Muse no trabalho.

1. Pesquisar informações na internet

O Muse pode acessar sites, realizar buscas e reunir informações para uma tarefa específica. Isso permite utilizá-lo nas etapas iniciais de pesquisas profissionais, como levantamento de concorrentes, busca de referências ou acompanhamento de um assunto.

Em vez de abrir várias páginas e organizar manualmente os dados, o profissional define o objetivo e deixa o agente executar parte do processo. A Meta descreve o recurso como capaz de pesquisar, navegar e realizar ações no navegador.

O resultado ainda precisa ser revisado pelo usuário, principalmente quando a pesquisa envolve decisões importantes.

2. Organizar a caixa de e-mails

O Muse também pode ajudar a gerenciar a caixa de entrada. O agente analisa mensagens e identifica o que requer atenção.

Isso é útil para separar comunicações urgentes, encontrar informações específicas ou estabelecer uma rotina de acompanhamento.

A Meta afirma que o Muse pode atuar sobre e-mails e, dependendo das permissões concedidas, realizar ações em nome do usuário. A ferramenta solicita aprovação antes de ações sensíveis, como o envio de uma mensagem.

3. Criar documentos e outros materiais

O Muse é capaz de transformar um pedido em um material estruturado. Segundo a Meta, o agente produz documentos, PDFs, páginas da web e outros artefatos.

Um profissional pode solicitar uma estrutura inicial para um relatório, organizar informações em um documento ou converter dados coletados em um material para revisão.

A vantagem está na redução de etapas operacionais, mas a revisão humana continua essencial antes que o conteúdo seja usado profissionalmente.

4. Preencher formulários e executar tarefas na web

Uma característica que diferencia agentes de IA de assistentes convencionais é a capacidade de agir no navegador.

O Muse pode abrir páginas, navegar por sites e preencher formulários. Na prática, isso ajuda em tarefas administrativas que exigem várias etapas, desde que o usuário conceda as permissões necessárias.

A ferramenta foi desenvolvida para interromper o processo e solicitar autorização antes de ações que podem ter consequências, como compras ou envio de e-mails.

5. Acompanhar tarefas e objetivos

Nem todo uso de IA precisa resultar em uma resposta imediata. O Muse também foi projetado para continuar trabalhando em uma tarefa depois que o usuário fecha o aplicativo.

O profissional pode estabelecer um objetivo e permitir que o agente acompanhe o andamento, retome uma atividade quando houver mudanças ou peça autorização quando uma decisão depender dele.

Esse modelo é útil para atividades recorrentes, acompanhamento de prazos e tarefas que exigem mais de uma interação.

6. Trabalhar com arquivos e aplicativos

O Muse pode atuar sobre o ambiente digital do usuário. A versão para computador, por exemplo, foi apresentada pela Meta como capaz de trabalhar com arquivos, aplicativos e abas abertas no navegador.

Isso amplia o uso da IA para situações em que as informações estão distribuídas em diferentes ferramentas. Um profissional pode usar o agente para conectar etapas de uma tarefa, em vez de copiar manualmente dados entre ambientes.

O que considerar antes de delegar tarefas

Quanto maior a autonomia de um agente, maior é a importância de definir limites de acesso. O Muse permite escolher quais aplicativos serão conectados e quais permissões serão concedidas.

A questão também envolve dados profissionais e pessoais. A Meta afirma que o Muse possui mecanismos de aprovação para ações sensíveis e oferece controles para alterar ou desconectar serviços.

Além disso, testes iniciais do produto levantaram questões sobre a quantidade de informações que um agente com acesso a diferentes serviços pode consultar, reforçando a necessidade de avaliar permissões antes de utilizá-lo em atividades sensíveis.