CEO da Nvidia descarta fim do mundo por IA até 2030 e critica alertas apocalípticos

Posicionamento de Jensen Huang

Jensen Huang, presidente da Nvidia, atualmente a empresa mais valiosa do mundo, afirmou que a chance de a inteligência artificial provocar o fim do mundo até 2030 é “0%”. Em entrevista à CBS News, ele classificou como “completamente falsas” as declarações de outros líderes do setor sobre um risco existencial da tecnologia, chamando-as de “narrativas apocalípticas”.

Crítica às advertências do mercado

Huang sugeriu que interesses políticos ou comerciais podem estar por trás de parte desses alertas. Ele argumentou que as leis civis já existentes, especialmente as relacionadas à segurança cibernética, deveriam ser aplicadas antes de se adotar uma retórica catastrófica para flexibilizar normas já em vigor.

Alertas da Anthropic e de pesquisadores

As declarações de Huang contrastam com uma série de advertências recentes da Anthropic, empresa responsável pelo modelo Claude. No início do mês, o pesquisador Jacob Coxon deixou a companhia afirmando que os avanços em IA poderiam “matar todos nós” até o final da década. Funcionários de outras empresas do setor fizeram manifestações semelhantes.

Encontro com o rei Charles III

A entrevista foi concedida dias após Huang se reunir com o rei Charles III em 17 de setembro, na Escócia, ao lado de representantes da OpenAI, do Google DeepMind e da própria Anthropic para discutir os riscos da IA. O monarca alertou sobre os “perigos existenciais” caso a tecnologia caia em mãos erradas. Huang, à margem do evento, defendeu que as empresas sigam avançando “o mais rápido possível, mas não mais rápido do que isso”, sem imposição de freios regulatórios externos.

Impacto econômico e estratégico

A Nvidia lucrou expressivamente com a explosão da demanda por chips de IA, e qualquer desaceleração do setor ameaçaria diretamente seus resultados. Esse contexto ajuda a explicar por que Huang segue publicamente na contramão de rivais como Dario Amodei, CEO da Anthropic, que em setembro defendeu que a indústria reduza o ritmo de desenvolvimento de seus modelos mais avançados.