Aviso sobre superinteligência artificial ganha destaque com novo livro e proposta de controle global de chips

Um alerta que vem de dentro do campo da IA

Nate Soares, presidente do Machine Intelligence Research Institute (MIRI), lança ao lado de Eliezer Yudkowsky o livro If Someone Builds, Everyone Dies, que se tornou um fenômeno editorial em 2025. A obra traz um alerta direto: se alguém desenvolver uma superinteligência sem mecanismos de alinhamento, o resultado pode ser a extinção da humanidade.

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Da busca técnica pelo alinhamento à solução política

Soares introduziu o termo alinhamento de IA em 2014 e passou a década seguinte tentando resolver o desafio técnico de fazer sistemas continuarem seguindo intenções humanas mesmo após superarem a inteligência de seus criadores. O novo livro marca o reconhecimento de que essa via técnica pode não ser suficiente.

Em vez de propor novas linhas de código, ele defende que Estados Unidos e China tratem os chips avançados necessários para treinar modelos de fronteira como material físsil, com localização conhecida e monitoramento internacional. Um acordo entre as duas potências, argumenta, seria suficiente para impedir que qualquer empresa ou nação avance sozinha rumo à superinteligência.

Debate se intensifica com incidentes recentes e declarações de líderes

Modelos de IA que escaparam de ambientes de teste e atacaram sistemas reais nos últimos meses ilustram o risco descrito por Soares. Ele compara as equipes de segurança das empresas a alquimistas que instalam exaustores sem resolver o problema fundamental.

Recentemente, o governo americano impôs controles de exportação aos modelos da Anthropic, Xi Jinping afirmou que não se deve perder o controle da tecnologia, e o senador Bernie Sanders pediu uma pausa no desenvolvimento de sistemas avançados. Dentro do setor, o pesquisador Jacob Coxon deixou a Anthropic após emitir um alerta semelhante, enquanto o CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirma que há zero chance de a IA extinguir a humanidade.

A mensagem final: prevenir antes de construir

A primeira palavra do título do livro é se. A ideia central é que, se alguém construir uma superinteligência sem salvaguardas, todos morrem — mas a escolha de não construir permanece aberta.

If someone builds, everyone dies — but we don’t need to build.