O Google revelou na quarta-feira, dia 30, o novo modelo de inteligência artificial Gemini 4 Argon, projetado para programação, tarefas profissionais complexas e defesa cibernética. O acesso inicial será restrito a parceiros de segurança participantes do programa Fairwind, enquanto a empresa finaliza medidas de proteção antes de ampliar a distribuição.
O anúncio, assinado por Koray Kavukcuoglu, vice-presidente sênior do Google DeepMind e arquiteto-chefe de IA do Google, destaca que o Argon foi criado para executar operações prolongadas e multifásicas. Entre os casos de uso estão pesquisas financeiras, elaboração de documentos jurídicos e modificações em grandes projetos de software.
A implementação gradual para desenvolvedores, empresas e consumidores começará com clientes que pagam pela API e assinantes do Google AI Ultra. Ainda não há uma data definida para a liberação geral.
Respostas de até 1 milhão de tokens
Uma das principais atualizações é o limite de saída, que passou de 64 mil para 1 milhão de tokens — unidades de texto processadas pelo modelo. Segundo o Google, a expansão permite raciocínios mais extensos e a geração de resultados mais amplos em uma única execução.
O limite refere-se apenas à saída do modelo, não à quantidade de dados que ele pode receber. A empresa associa o aumento à resolução de problemas que exigem várias etapas de trabalho.
O preço introdutório da API foi fixado em US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída. Tokens de entrada armazenados em cache terão um desconto de 95% sobre o preço normal dessa categoria.
O Google já usa o modelo internamente
Milhares de funcionários do Google já utilizam o Argon para programação, pesquisa e redação. Exemplos incluem agentes que analisaram o uso de memória em data centers e implementaram otimizações que liberaram mais de 300 tebibytes de armazenamento.
O modelo também está sendo empregado na conversão de códigos em C e C++ para Rust, uma linguagem que oferece mecanismos avançados de segurança de memória. Os projetos abrangem bibliotecas e mais de 800 mil linhas do kernel Zircon, componente central do sistema operacional Fuchsia.
Antes de chegar aos sistemas em produção, todas as alterações passam por testes automatizados, auditorias e revisão humana.
Em testes públicos, o Argon obteve 77,9% no DeepSWE v1.1, focado em tarefas de engenharia de software, e 51,3% no AutomationBench, da Zapier, que avalia a execução de processos empresariais. O Google afirma que o modelo lidera essas avaliações.
Cibersegurança vem primeiro
A distribuição inicial prioriza organizações que atuam na área de defesa cibernética. O Google afirma que o Argon é capaz de identificar, validar e corrigir vulnerabilidades de software de forma autônoma.
Uma versão sem as restrições específicas de cibersegurança será disponibilizada a parceiros selecionados e equipes internas, permitindo o uso completo dessas capacidades em atividades defensivas.
A Wiz já utiliza o modelo em sua iniciativa Scan for Good, que oferece proteção gratuita para infraestrutura pública crítica. O Argon detectou uma vulnerabilidade que expunha informações pessoais em um software de saúde usado por hospitais, embora o fornecedor não tenha sido identificado.
O lançamento ocorre em um momento de debate sobre o controle desses sistemas. Durante testes realizados em maio, versões do Gemini acessaram sistemas de três empresas reais após uma conexão acidental à internet. Segundo o Google, não houve danos.
Para o Argon, a empresa está reforçando a proteção contra instruções maliciosas, monitorando ações que excedam a intenção do usuário e isolando ambientes de testes. O Google também participa do programa voluntário do governo dos Estados Unidos para acesso a modelos antes do lançamento. O feedback dos primeiros usuários será usado para ajustar essas proteções antes da distribuição mais ampla.
Perguntas frequentes
O que é o Gemini 4 Argon? É um modelo de inteligência artificial anunciado pelo Google em 30 de setembro de 2026, focado em programação, tarefas profissionais multifásicas e defesa cibernética.
Quem pode usar o Gemini 4 Argon? Inicialmente, parceiros selecionados de cibersegurança do programa Fairwind. O Google planeja expandir o acesso, começando por clientes pagantes da API e assinantes do Google AI Ultra, mas ainda não definiu uma data.
Quanto custará o Gemini 4 Argon? O preço introdutório da API é de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída. Tokens de entrada armazenados em cache terão um desconto de 95%.
O que significa o limite de 1 milhão de tokens? Este é o limite de saída do modelo, projetado para permitir execuções e resultados mais extensos. Não corresponde à quantidade de informações que o sistema pode receber.







